{"id":26,"date":"2021-11-24T12:25:03","date_gmt":"2021-11-24T12:25:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.airtradingroup.com\/blog\/?p=26"},"modified":"2021-11-24T12:25:03","modified_gmt":"2021-11-24T12:25:03","slug":"bancos-centrais-um-hino-a-fraude-e-ao-confisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.airtradingroup.com\/blog\/bancos-centrais-um-hino-a-fraude-e-ao-confisco\/","title":{"rendered":"Bancos Centrais: um hino \u00e0 fraude e ao confisco"},"content":{"rendered":"<p><span>Algo est\u00e1 profundamente errado nos bancos centrais e com o sistema monet\u00e1rio, atendendo que os Alves dos Reis de servi\u00e7o, como Draghi e Merkel, s\u00e3o enaltecidos desta forma.<\/span><\/p>\n<p><span>Desde a crise financeira de 2008, as interven\u00e7\u00f5es e artigos de opini\u00e3o em louvor de banqueiros centrais \u00e9 uma constante!<\/span><\/p>\n<p><span>Em 2009, o paneg\u00edrico do ex-presidente da Reserva Federal norte-americana, Ben Bernanke, chegou ao c\u00famulo de o nomear: o Homem do Ano (Revista Time, 2009)! Em Outubro do presente ano, com a sa\u00edda de Mario Draghi \u00e0 frente do Banco Central Europeu, a imprensa anunciava aos quatro ventos: \u201cDraghi\u2026o salvador do Euro\u201d. Os pol\u00edticos tamb\u00e9m se juntaram \u00e0 apologia: \u201cA Zona Euro \u2013 apesar dos problemas \u2013 \u00e9 agora mais robusta do que foi durante a crise de d\u00edvida soberana\u201d (Angela Merkel, 28-10-2019).<\/span><\/p>\n<p><span>O leitor acha trivial que um simples t\u00e9cnico, mesmo com o estatuto de Governador, <strong>nomeado por pol\u00edticos e sem qualquer legitimidade democr\u00e1tica,<\/strong> que se limita a imprimir dinheiro sem qualquer freio, seja idolatrado desta forma?<\/span><\/p>\n<p><span>\u00c0 excep\u00e7\u00e3o de regimes comunistas ortodoxos \u2013 por exemplo, a Coreia do Norte \u2013 , <strong>existe algum sector de actividade, em que um simples t\u00e9cnico tenha a capacidade de determinar o pre\u00e7o (taxa de juro) e a oferta (cr\u00e9dito e massa monet\u00e1ria em circula\u00e7\u00e3o)?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span>Algo est\u00e1 profundamente errado nos bancos centrais e com o sistema monet\u00e1rio, atendendo que os Alves dos Reis de servi\u00e7o s\u00e3o enaltecidos desta forma. <strong>Como aqui cheg\u00e1mos?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span>No meu entender, <strong>o dinheiro<\/strong> \u00e9 um bem econ\u00f3mico distinto dos demais: apenas <strong>serve para intermediar uma troca<\/strong>. Para o ilustrar, vamos supor que o leitor vai ao teatro e deixa o seu casaco no bengaleiro; em troca, tal como os outros espectadores, recebe uma ficha. \u00c9 garantido que no final da representa\u00e7\u00e3o teatral o leitor ir\u00e1 recolher o seu casaco, mediante a entrega da ficha. No caso do dinheiro, tal n\u00e3o acontece. Na maioria das vezes, as pessoas n\u00e3o o convertem, atendendo que o deixam no bengaleiro (banco).<\/span><\/p>\n<p><span>Hoje em dia, apenas uma pequena parte dos clientes de um determinado banco converte o seu extracto em notas; cada vez menos, em resultado da digitaliza\u00e7\u00e3o da economia. <strong>Antigamente, esta convers\u00e3o realizava-se em metais preciosos<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p><span>Desde muito cedo, os banqueiros aperceberam-se deste fen\u00f3meno, em particular quando a moeda era ouro ou prata. Assim, quando o cliente ia ao banco A, entregava o ouro e recebia um cr\u00e9dito no extracto ou notas emitidas por esse banco. Com o decorrer do tempo, ao adquirir prest\u00edgio junto da comunidade, os clientes, em lugar de converter as suas notas em ouro, limitam-se a realizar pagamentos e transfer\u00eancias, atendendo que confiam na sua equival\u00eancia no metal precioso, bastando a sua entrega no balc\u00e3o do banco A para o obter.<\/span><\/p>\n<p><span>Com este esquema, estava aberto o caminho para a pr\u00e1tica do not\u00e1vel <strong>sistema de reservas fraccionadas; em que consiste?<\/strong> Como toda a gente confia nas notas, o banco A passa a poder conceder cr\u00e9dito a empres\u00e1rios e consumidores, mediante a emiss\u00e3o de notas, sem a exist\u00eancia do ouro correspondente; podendo, por esse empr\u00e9stimo, cobrar juros! Isto \u00e9, <strong>gera infla\u00e7\u00e3o e cobra juros,<\/strong> <strong>passando a existir maior quantidade de moeda em circula\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p><span>Algo est\u00e1 profundamente errado nos bancos centrais e com o sistema monet\u00e1rio, atendendo que os Alves dos Reis de servi\u00e7o s\u00e3o enaltecidos desta forma. Como aqui cheg\u00e1mos?<\/span><\/p>\n<p><span><strong>A exist\u00eancia do livre mercado limita esta actividade fraudulenta; e porqu\u00ea?<\/strong> Vamos supor que abre um concorrente, o banco B, que decide n\u00e3o realizar esta pr\u00e1tica. Desta forma, \u00e9 quase certo que uma parte das notas do banco A sejam depositadas no banco B. Este, em determinado momento, pode solicitar ao banco A a convers\u00e3o dessas notas em ouro, causando um grave \u201cembara\u00e7o\u201d a este \u00faltimo, atendendo que n\u00e3o pode honrar em ouro o compromisso que assumiu quando emitiu as notas. Qual foi a solu\u00e7\u00e3o encontrada? Promover a cria\u00e7\u00e3o de um banco central para coordenar esta actividade, <strong>assegurando que todos implementam o sistema de reservas fraccionadas na mesma propor\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 por exemplo, apenas 10% dos dep\u00f3sitos \u00e0 ordem devem estar assegurados por reservas.<\/span><\/p>\n<p><span>Neste momento, podemos colocar a seguinte quest\u00e3o: <strong>como foi poss\u00edvel legalizar tal pr\u00e1tica?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span>Se algum de n\u00f3s, comuns cidad\u00e3os, decide imprimir notas falsas e as utilizar para adquirir bens e servi\u00e7os, corre o risco de ir parar \u00e0 pris\u00e3o. E muito bem, no meu entender; pois trata-se de uma agress\u00e3o \u00e0 propriedade privada, atendendo que o detentor da m\u00e1quina de imprimir notas falsas passa a <strong>deter um poder aquisitivo sobre os bens e servi\u00e7os produzidos pela sociedade superior aos demais;<\/strong> al\u00e9m disso, estes \u00faltimos t\u00eam que produzir algo para a sociedade, tal como oferecer a sua for\u00e7a de trabalho ou produzir um bem ou servi\u00e7o, para receber dinheiro em troca, enquanto o falsificador n\u00e3o necessita de passar por esta labuta!<\/span><\/p>\n<p><span>H\u00e1 s\u00e9culos atr\u00e1s, <strong>a infla\u00e7\u00e3o<\/strong>, atrav\u00e9s de <strong>reservas fraccionadas<\/strong>, foi legalizada, em particular pela necessidade de financiar guerras. Desde sempre, uma actividade custosa, pois <strong>confiscar os cidad\u00e3os atrav\u00e9s de impostos sempre foi impopular<\/strong>: o tirano era facilmente identificado! Por outro lado, emitir d\u00edvida apresentava os mesmos resultados, atendendo que a conta era igualmente exibida, com a necessidade de pagar juros e capital. <strong>A melhor solu\u00e7\u00e3o era, foi, e \u00e9 a infla\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span>Trata-se de um <strong>processo que permite confiscar os cidad\u00e3os de forma sub-rept\u00edcia<\/strong>, com um impacto muito negativo sobre os mais desfavorecidos, atendendo que quando a massa monet\u00e1ria emitida lhes chega \u00e0s m\u00e3os, <strong>os pre\u00e7os<\/strong>, entretanto, <strong>j\u00e1 subiram<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p><span>Desde sempre, a alian\u00e7a entre a classe pol\u00edtica e os banqueiros foi necess\u00e1ria, dado que os primeiros tinham de suportar enormes custos associados \u00e0s suas guerras e os segundos necessitavam de \u201cuma m\u00e1quina de infla\u00e7\u00e3o para conceder cr\u00e9dito\u201d, que n\u00e3o implicasse pagar a depositantes, isto \u00e9, atrav\u00e9s de <strong>reservas fraccionadas.<\/strong> Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a principal necessidade dos primeiros modificou-se: agora, importa vencer elei\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s de gastos sociais para comprar votos. Assim, a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 algo \u201ccom barbas\u201d!<\/span><\/p>\n<p><span>Diocleciano, o famoso imperador romano, diminuiu o conte\u00fado do metal precioso das moedas, causando a subida vertiginosa dos pre\u00e7os. Depois, como sempre acontece, culpou os famosos \u201cespeculadores\u201d e emitiu o seu insigne \u00e9dito, que indicava o pre\u00e7o m\u00e1ximo a que um determinado produto podia ser vendido. O criminoso ainda ditava li\u00e7\u00f5es de moral!<\/span><\/p>\n<p><span>Na idade m\u00e9dia, os cobradores de impostos dos soberanos raspavam as bordas das moedas para obter metal precioso, podendo, por exemplo, por cada 9, obter 10 moedas: outro m\u00e9todo inflacion\u00e1rio. Assim, surgiram os risquinhos nas bordas das moedas, para evitar dita fraude.<\/span><\/p>\n<p><span>Na idade moderna, foram criados os bancos centrais, passando estes a deter <strong>o monop\u00f3lio de emitir moeda por contrapartida de metais preciosos.<\/strong> As primeiras institui\u00e7\u00f5es deste tipo surgiram em pa\u00edses protestantes, em particular na Su\u00e9cia, Inglaterra e Holanda. Depois veio a Fran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span>Em 1716, John Law, um escoc\u00eas, prop\u00f4s-se a salvar as finan\u00e7as p\u00fablicas francesas ao regente de Lu\u00eds XV. A Fran\u00e7a estava falida, depois do seu envolvimento na guerra de sucess\u00e3o espanhola. Para tal, decidiu apresentar algo inovador na altura: o papel-moeda. Este tipo de moeda j\u00e1 existia na Holanda e Inglaterra.<\/span><\/p>\n<p><span>Para esse fim, fundou o Banque Generale, na pr\u00e1tica um banco central, e obteve do estado franc\u00eas o monop\u00f3lio da emiss\u00e3o de papel-moeda, bem como a obrigatoriedade de liquida\u00e7\u00e3o de todos os impostos ao estado nesse mesmo papel-moeda. Segundo ele, o problema era a falta de dinheiro. Era preciso mais! Assim, \u201cestimulou\u201d a economia, deixando boquiabertos os membros da corte com o seu sucesso inicial.<\/span><\/p>\n<p><span>Desta forma, em 1718, o estado franc\u00eas atribuiu-lhe o monop\u00f3lio do com\u00e9rcio estrangeiro, atrav\u00e9s da companhia do Mississ\u00edpi, obviamente, fundada por John Law. O pre\u00e7o inicial das ac\u00e7\u00f5es desta empresa foi de 500 livres por ac\u00e7\u00e3o. Posteriormente, o seu pre\u00e7o foi \u201cestimulado\u201d pelas compras realizadas atrav\u00e9s de notas emitidas pelo seu fant\u00e1stico Banque Generale, entretanto renomeado Banque Royale, um nome mais altissonante. Claro est\u00e1, que <strong>a subida vertiginosa do pre\u00e7o das ac\u00e7\u00f5es atraiu o grande p\u00fablico<\/strong>, interessado, como sempre, <strong>em tornar-se milion\u00e1rio em poucos dias e sem esfor\u00e7o.<\/strong> O seu pre\u00e7o atingiu um m\u00e1ximo hist\u00f3rico de 11.100 livres por ac\u00e7\u00e3o em Janeiro de 1720, uma valoriza\u00e7\u00e3o de 2120%. Em Fevereiro de 1720, o pr\u00f3prio Lu\u00eds XV vendeu 100 mil ac\u00e7\u00f5es da companhia do Mississ\u00edpi por 9 mil livres. A partir dessa data, a queda do pre\u00e7o foi vertiginosa, at\u00e9 a fal\u00eancia completa no final de 1720. <strong>A riqueza criada por infla\u00e7\u00e3o sempre termina desta forma!<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span>No s\u00e9culo XIX, os bancos centrais utilizaram outras t\u00e9cnicas para inspirar confian\u00e7a nas suas notas, utilizando express\u00f5es em latim ou do tipo: \u201cEm Deus confiamos\u201d, impressa nas moedas norte-americanas desde 1864.<\/span><\/p>\n<p><span>Mais uma vez, foi uma guerra a p\u00f4r fim ao padr\u00e3o-ouro: a guerra do Vietname. Esta obrigou Nixon, em 1971, a <strong>eliminar a convertibilidade do d\u00f3lar norte-americano em ouro, dando origem ao actual poder descontrolado dos bancos centrais.<\/strong> <strong>A infla\u00e7\u00e3o deixou de ter limites.<\/strong> Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, para al\u00e9m da guerra, este poder foi utilizado para financiar as despesas do Estado Social. Para comprar votos, a classe pol\u00edtica promete subs\u00eddios e benef\u00edcios que n\u00e3o podem ser pagos por impostos. A infla\u00e7\u00e3o, mais uma vez, \u00e9 o m\u00e9todo preferencial. Desde ent\u00e3o, o sistema monet\u00e1rio \u00e9 crescentemente extravagante.<\/span><\/p>\n<p><span>Animados por dinheiro praticamente gr\u00e1tis, a classe pol\u00edtica dos diferentes estados compra vit\u00f3rias eleitorais e anuncia est\u00edmulos \u00e0 economia sem cessar: o dinheiro sempre aparece! No momento em que ningu\u00e9m est\u00e1 interessado em comprar as obriga\u00e7\u00f5es emitidas por esses estados, excepto a uma taxa de juro extravagante, lan\u00e7am-se vitup\u00e9rios aos \u201cmercados\u201d e aos \u201cespeculadores\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>Seguidamente, aparece o salvador, o Banco Central, o verdadeiro ilusionista, que anuncia a compra dessas obriga\u00e7\u00f5es ao ritmo de X mil milh\u00f5es de Euros por m\u00eas, por contrapartida de moeda emitida por ele mesmo! Estas compras, atrav\u00e9s de infla\u00e7\u00e3o, s\u00e3o justificadas ao abrigo de algum programa com o prop\u00f3sito de estimular a economia ou suportadas na implementa\u00e7\u00e3o de alguma ferramenta monet\u00e1ria inovadora (<strong>\u201cquantitative easing\u201d<\/strong>). A criatividade para inventar nomes ao mesmo embuste n\u00e3o tem limites!<\/span><\/p>\n<p><span>Com o an\u00fancio do \u201cRedentor\u201d, os bancos comerciais e demais especuladores apressam-se a comprar estas obriga\u00e7\u00f5es, pois sabem que existir\u00e1 um \u201ctemer\u00e1rio\u201d, neste caso, o Banco Central, que as ir\u00e1 comprar a um pre\u00e7o superior! Gera-se uma <strong>subida vertiginosa do pre\u00e7o<\/strong>, em alguns casos, <strong>superior a 1000%.<\/strong> Esta subida permite <strong>descer a taxa de juro paga pelos estados na emiss\u00e3o de d\u00edvida<\/strong>; de tal forma, <strong>que se torna negativa!<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span>Em determinado momento do processo, <strong>o Banco Central torna-se o principal propriet\u00e1rio da maioria das obriga\u00e7\u00f5es vivas detidas pelos Estados<\/strong>. No momento de pagar os cup\u00f5es (juros), a maior por\u00e7\u00e3o dirige-se ao banco central. Este, no final de cada ano, anuncia grandes dividendos! E a quem s\u00e3o pagos? Ao seu accionista, o Estado. Ou seja, para al\u00e9m de receber juros por emitir d\u00edvida \u2013 juros negativos -, n\u00e3o paga grande parte dos cup\u00f5es correspondentes aos juros! Se isto n\u00e3o \u00e9 magia, o que \u00e9 magia?<\/span><\/p>\n<p><span>Para propagandear este enredo, recorre-se ao culto de personalidade: os banqueiros centrais s\u00e3o absolutos g\u00e9nios ao nosso servi\u00e7o! Para justificar as suas ac\u00e7\u00f5es junto do p\u00fablico, <strong>afirmam perseguir um objectivo de infla\u00e7\u00e3o de 2%\/ano, um n\u00famero m\u00e1gico!<\/strong> Entretanto, ningu\u00e9m se questiona sobre a raz\u00e3o de ser deste valor: <strong>porque n\u00e3o 1%? Ou 3%? Ou 4%?<\/strong> Pelo caminho, esta meta nunca \u00e9 alcan\u00e7ada, pois o \u00edndice de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 confeccionado por um organismo estatal, igualmente controlado pelo estado em apuros. Em paralelo, <strong>os pre\u00e7os das casas, das refei\u00e7\u00f5es, dos carros, da gasolina, disparam<\/strong>, <strong>em particular o pre\u00e7o dos activos financeiros, como as ac\u00e7\u00f5es e as obriga\u00e7\u00f5es<\/strong>, detidas pelos mais ricos, sem nunca se reflectirem no \u00edndice de pre\u00e7os! <strong>A maldita infla\u00e7\u00e3o nunca aparece, anda escondida, como as bruxas!<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span>Posteriormente, um dos ajudantes do g\u00e9nio culpa os aforradores pela exist\u00eancia de taxas de juro negativas: <strong>est\u00e3o a poupar demais!<\/strong> A culpa seguramente n\u00e3o \u00e9 do Banco Central. Este \u00e9 completamente alheio \u00e0 determina\u00e7\u00e3o de taxas de juro negativas e \u00e0 compra de obriga\u00e7\u00f5es sem olhar a meios. Ao mesmo tempo, assevera: <strong>\u201cEu n\u00e3o posso solucionar tudo sozinho!\u201d,<\/strong> incriminando os estados que o elegeram por falta de est\u00edmulos or\u00e7amentais, dando a entender que \u00e9 completamente independente.<\/span><\/p>\n<p><span>No caminho para o abismo, <strong>a d\u00edvida p\u00fablica n\u00e3o p\u00e1ra de subir<\/strong>, atingindo n\u00edveis estratosf\u00e9ricos; <strong>os juros<\/strong>, em lugar de subirem, <strong>descem<\/strong>: o contr\u00e1rio do que acontece a um devedor que est\u00e1 mergulhado em d\u00edvidas! Para refrescar o elenco, o g\u00e9nio de servi\u00e7o \u00e9 substitu\u00eddo por outro artista de enorme talento. Na sua entrada triunfal anuncia: ainda n\u00e3o cheg\u00e1mos ao fundo, se necess\u00e1rio, ainda vamos mais fundo. Por outras palavras, <strong>em lugar de taxas de juro de -1%, podemos ir a -4% ou -5%!<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span>Estimado leitor, por quanto tempo mais teremos de assistir a esta tragicom\u00e9dia? Ser\u00e1 que este ardil, cada vez mais sofisticado, nunca ser\u00e1 exposto?<\/span><\/p>\n<p><span><strong>\u00c9 desta forma que se d\u00e1 cabo da poupan\u00e7a das pessoas<\/strong>, ao mesmo tempo que se beneficia quem tem acesso \u00e0 alavancagem financeira. E <strong>s\u00f3 alguns t\u00eam acesso ilimitado a essa alavancagem sem correr riscos<\/strong>. Ao contr\u00e1rio do leitor que <strong>encontra nos mercados financeiros uma das poucas formas de lucrar com esta infla\u00e7\u00e3o<\/strong>, contudo, ao contr\u00e1rio dos Estados, ter\u00e1 de correr riscos para isso. <strong>E a \u00fanica forma de poder controlar os seus riscos, \u00e9 formando-se em bolsa!<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algo est\u00e1 profundamente errado nos bancos centrais e com o sistema monet\u00e1rio, atendendo que os Alves dos Reis de servi\u00e7o, como Draghi\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":28,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-26","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.airtradingroup.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.airtradingroup.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.airtradingroup.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.airtradingroup.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.airtradingroup.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.airtradingroup.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27,"href":"https:\/\/www.airtradingroup.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26\/revisions\/27"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.airtradingroup.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.airtradingroup.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.airtradingroup.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.airtradingroup.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}